segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[Des]apaixonar-se


Apaixonar-se é uma loucura.
Você permite que o outro entre na sua vida, abre as portas e janela do seu coração e faz com que o outro se sinta completamente à vontade. Arreda uma cadeira e pede pra ele senta-se no lugar mais aconchegante. Você enfeita tudo!
Tudo é uma explosão de bons sentimentos.
Você manda aquele SMS e sabe que vai ter uma resposta toda carinhosa do outro lado.
Você escreve cartas adocicadas com carinho. Escreve o nome de vocês no tronco de uma árvore. Distrai-se desenhando coraçõezinhos fofos.
Senta na janela do seu quarto e fica sorrindo para as estrelas. Escreve o nome dele nas vidraças com gotinhas de água quando chove.
Você se olha no espelho e se acha uma gracinha. Faz graça.
Você se dá conta que ele tem todos aqueles quesitos para achar que o carinha é exatamente o seu número!  Não que ele não tenha defeitos. Sim, ele tem, mas você aceita o pacote completo até porque o perfeitinho nunca foi seu forte.
Ele faz poesia, gosta de boa música e ler livro de jeito encantador. Você começa a admirá-lo de forma tão única...
Você se pega lendo coisas sobre mitologia (coisa que nunca fez antes).
Ele também é chato, tonto e faz você chorar.
Ele também te faz rir. Conta histórias engraçadas e te faz surpresas super fofas.
De repente, vocês já se conhecem tão bem a ponto de um saber que o outro não está bem só pelo tom de voz. Ele sabe exatamente o que te deixa chateada...  Tudo vai se construindo devagarzinho. Você se sente a vontade do lado dele. Você não tem a menor vergonha em dizer o que pensa.
Longas conversas. Paciência de cá, de lá...
Ah, sem contar nos mimos.
Mas...
O pior é acreditar que vai ser pra sempre. Nunca é pra sempre.
Vai ter um momento que algo que não estava dentro do contexto vai acontecer quer dizer: quando se trata de coisas do coração tudo faz parte do contexto.
[Des]apaixonar-se é imensamente complicado.
Você resolve partir e ele não te pede pra ficar.
Você abafa o choro quando o chuveiro está ligado pra que ninguém escute seu soluço.
Você acredita que só ele é capaz da façanha em te fazer feliz.
 Até que você comece a acreditar que pode ser feliz sem ele... Leva tempo. Mas esse tempo chega... É só questão de paciência e também de desvendar que nada é pra sempre.
Que eu seja paciente...
                                                              [Por, Rô]

Ao som de: Quantas vidas você tem? [Paulinho Moska]
Dois [Tiê]


7 comentários:

  1. Podemos viver sem alguém ao nosso lado, acontece que é melhor, mais legal e confortável ter alguém.
    Por isso devemos sempre lutar por esse alguém (mesmo quando ele não te pede para ficar), ou simplesmente trocar de alguém.
    Infelizmente (ou felizmente) pessoas são substituíveis sim ;)
    O sentimento sempre será outro, mas o importante é fazer parte da mesma categoria!
    Beijos, Rô =*

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  2. Que lindo aqui *--*
    eu super adorei

    estou seguindo..
    retribui??

    beijos
    http://momentosdapathy.blogspot.com
    http://pathyoliver.blogspot.com

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  3. Minha amiga, Rô. O filósofo dinamarquês, Kierkegaard, compara esta sentimento como uma espécie de "vertigem". Você fica desequilibrado, abre as suas guardas, fica vulnerável... Até onde eu sei é mágico. O contrário disso é tortuoso. No entanto, Eros e Tánatos estão juntos desde os tempos de Homero. Bela postagem e obrigado pelas palavras, sempre muito gentil. Até...

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  4. Incrivel como seus textos parecem vir em momentos certos rs!!

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  5. Que coisa mais linda, Girassol.
    Sabes por magia nos olhos ^^

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  6. Caracas! MUito triste esse final! :-(

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  7. O texto não fez jus ao título. Só a última frase.

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Plante aqui sua sementinha de Girassol...